sábado, 18 de janeiro de 2014

Nosso grande dilema

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NOSSO GRANDE DILEMA
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Você trabalha mais do que deve 

ou deve mais do que trabalha?
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Ricardo Mercer, publicitário


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Os dois, ainda.
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JJ


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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

A síndrome do ninho vazio.






Uma amiga está triste porque sua filha se mudou para Nova York. 

Foi estudar na Universidade Columbia e não deve voltar tão cedo. 

O filho mais velho, também há pouco, foi trabalhar em outra cidade. 

Os dois moravam com ela. 

De repente, minha amiga ficou sozinha em casa. 

Está passando pela "síndrome do ninho vazio", uma figura da 

psicologia para definir a depressão que se apossa de alguns pais –

ou, quase sempre, mães– quando seus filhos vão à vida. 

Estava pensando nisso quando, pouco antes do Natal, percebi 

certos movimentos alados no terraço. 

Uma rolinha ia e vinha, com matinhos no bico, e pousava numa 

viga alta do caramanchão. Mesmo à distância, constatei que 

estava construindo um ninho. No Natal, o ninho ficou pronto. 

Ela sossegou e sentou-se nele pelos dias seguintes. Batizei-a 

de Lola, a Rola, e saboreei a expectativa de, em breve, ser avô
.
Não entendo de passarinhos, mas calculei que, por sua 


circunspecção no ninho, Lola devia estar sentada sobre três ou 

quatro ovos –e, se assim fosse, merecia respeito pelo que lhe 

devia ter custado botá-los para fora. 

Mas Silvania, minha funcionária, aproveitou-se da temporária 

ausência de Lola – numa das poucas vezes em que ela saiu, 

certamente para ir às compras –, subiu a um banquinho, espiou 

o conteúdo do ninho e me informou de que eu era avô de um 

único ovo. Bem, não sejamos soberbos, um já estava bom. 

Dias depois, constatamos que, em certos momentos, o rabo 

e a cabecinha para fora do ninho eram menores. O bebê nascera. 

Dei-lhe o nome de Lolita, a Rolita, e esperei que ela e sua mãe 

nos brindassem com algumas piruetas, mesmo desajeitadas, 

como parte do aprendizado aéreo de Lolita.
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Que nada!. Ontem, Lola, a Rola, e Lolita, a Rolita, foram 

embora bem cedo. E sem se despedir. 

Agora entendo a síndrome do ninho vazio.


SÉRGIO GARSCHAGEN, jornalista

Resentimentos

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Sonhos...



Vittorio Matteo Corcos, Sueños, 1896. 

Galleria Nazionale d'Arte Moderna e contemporanea di Roma.



Do face da Célia.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Ubuntu




Um antropólogo estava estudando uma tribo na África, 
chamada Ubuntu, e, quando terminou seu trabalho, 
teve que esperar pelo transporte que o levaria até o 
aeroporto de volta pra casa.
Sobrava muito tempo,  então, propôs uma brincadeira 
pras crianças, que achou ser inofensiva.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, 
botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo 
e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças 
e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam 
sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro 
ganharia todos os doces que estavam lá dentro.
As crianças se posicionaram na linha demarcatória 
que ele desenhou no chão e esperaram o sinal combinado.
Quando ele disse "Já!", as crianças se deram as mãos e 
saíram correndo em direção à árvore com o cesto.
Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e 
a comerem, felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou por 
que elas tinham ido todas juntas se uma só poderia f
icar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito 
mais doces.
Elas simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como 
uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem
 tristes?"
Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, 
estudando a tribo, e ainda não havia entendido, de 
verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto 
uma competição, certo?
Ubuntu significa: "Sou quem sou, porque somos todos nós!"
Na tradução literal da expressão inteira que é utilizada por 
esse povo:
Umuntu ngumuntu nagabantu = "Uma pessoa só é uma 
pessoa por causa das outras pessoas".

Atente para o detalhe: 

porque SOMOS, não pelo que temos...

UBUNTU PARA VOCÊ! 

A solidão.