A vida não pode ser só trabalho, stress, rancor, angústia e insegurança. Nós somos os únicos responsáveis pela qualidade das nossas vidas. Cabe a cada um de nós planejar seu próprio futuro e melhorar seu presente, a cada dia que passa. A vida passa rápida demais, para não ser bem vivida, com paz, amor, tranquilidade, relax, lazer, prazer e relacionamentos positivos. Por isso mesmo é que A vida não é só isso. JJ
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Sedentarismo mata tanto quanto o fumo.
O sedentarismo pode ser tão mortal quando o tabagismo, de acordo com um estudo publicado nesta quarta-feira (18) no periódicoThe Lancet. Pesquisadores americanos e finlandeses concluíram que cerca de uma em cada 10 mortes no mundo são causadas pela falta de atividade física. Em 2008 – o ano analisado pela pesquisa –, cerca de 5,3 milhões de pessoas morreram em casos relacionados ao sedentarismo.
Os cientistas chegaram à conclusão de que o sedentarismo é responsável por 10% dos casos de câncer de mama e de cólon, 7% de diabetes tipo 2 e 6% dos casos de doença cardíaca coronariana. A soma mostra que até 5,3 milhões de mortes – entre as 57 milhões registradas em 2008 – estão ligadas à inatividade física. O cigarro, por sua vez, é responsável por cerca de 5 milhões de óbitos todos os anos no mundo.A equipe, coordenada por I-Min Lee, professor de epidemiologia da Universidade de Harvard, nos EUA, considerou sedentarismo a prática de menos de 150 minutos de atividade física moderada por semana. Eles analisaram, então, dados oficiais de 2008 para chegar a uma estimativa de quantas mortes por doenças cardíacas, por diabetes tipo 2 e por câncer de cólon e de mama poderiam ser evitadas se sedentários fossem fisicamente ativos.
De acordo com a pesquisa, a expectativa de vida da população mundial aumentaria em 0,7 anos caso o sedentarismo fosse completamente eliminado – a taxa é comparável à estabelecida para o fim do tabagismo e da obesidade. Como a eliminação completa da inatividade é praticamente impossível, eles estimaram que, se o sedentarismo caísse 10%, 533 mil mortes poderiam ser evitadas. Se caísse 25%, seriam evitados 1,3 milhão de óbitos.
Fonte: Época
terça-feira, 14 de agosto de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Internet e a encruzilhada entre o cidadão e o consumidor
Duas matérias nesta edição do Link abordam assuntos aparentemente distintos: a matéria de capa, assinada por Tatiana de Mello Dias e Murilo Roncolato, fala dos problemas que usuários da telefonia móvel no Brasil têm com a péssima qualidade dos serviços das operadoras no País – que a revista inglesa Economist cogitou ser o equivalente do governo Dilma ao apagão elétrico do governo Fernando Henrique Cardoso. Outra matéria, do repórter norte-americano Farhad Manjoo, conta a assustadora história de como o repórter da revista Wired Mat Hanon, em quinze minutos, perdeu o controle sobre todas as suas contas digitais graças ao ataque de um hacker amador.
As duas situações parecem apenas descrições de problemas modernos, que não existiam há quinze anos. Mas, na verdade, são desdobramentos ágeis de uma tendência que atravessou todo o século 20 e foi reforçada nas últimas décadas até ganhar força e velocidade graças aos meios digitais: a lenta transformação do cidadão – e de seus direitos – em mero consumidor.
Isso é bem preocupante. Afinal, todos os direitos do cidadão, uma das principais provas da evolução da humanidade, são substituídos pelos direitos de quem tem dinheiro para pagar pelas coisas. Esta mercantilização da cidadania foi acelerada com o movimento que aconteceu logo depois da criação da World Wide Web, que completou 21 anos há uma semana. O engenheiro inglês Tim Berners-Lee criou o padrão que permitia acessar à internet (que existe desde os anos 60) sem a necessidade de digitar comandos ou de conhecer sites específicos, o que abriu espaço para o surgimento dos programas da navegação gráficos, primeiro com o Netscape e depois com o Internet Explorer. Foi a partir daí que a internet deixou de ser uma rede de contatos entre acadêmicos e entusiastas da tecnologia para ganhar o mundo.
E na metade dos anos 90, houve o primeiro salto de popularidade da rede, quando a maioria das pessoas descobriu que existia “um negócio chamado internet”. E, neste mesmo momento, empresas entraram online, ajudando a batizar essa primeira safra de “o início da internet comercial”.
A partir disso, a popularização da rede quase sempre esteve associada à criação de novas empresas ou como empresas que existiam antes deste momento souberam aproveitar-se desta nova realidade. E, como empresas fazem, entraram nessa para ganhar dinheiro. Até mesmo empresas que não cobram pela utilização de seus recursos – como o Google e o Facebook, por exemplo –, acabam cobrando outro tipo de moeda de seus consumidores: seus próprios dados pessoais. Ecoa na rede um novo ditado que é muito preciso: “Quando você não paga por nenhuma mercadoria, a mercadoria é você”.
Governos e instituições não-comerciais levaram mais tempo para entender a nova realidade e alguns ainda tateiam no escuro. Mas, como as empresas e a lógica comercial dominaram a internet nos seus primeiros dias de maior popularidade, questões de cidadania ficam em segundo plano em relação a questões de mercado.
(E antes que algum neoludita venha reclamar que isso “só poderia acontecer por causa dos computadores e da internet”, lembre-se que o sistema financeiro sabe muito mais sobre cada um de nós – e bancos estão aí há muito mais tempo.)
Por isso a atenção que damos, no Link, a temas como privacidade, à criação de novas leis, à forma como governos e empresas lidam com a inevitável inclusão digital, o futuro dos direitos autorais. Questões políticas que podem parecer tediosas e complicadas, ainda mais se comparadas a tweets engraçadinhos, computadores elegantes, smartphones encantadores, serviços online práticos e úteis.
Temas que podem não ter o apelo sedutor da internet comercial, mas que devem ser acompanhadas de perto, para que a política – e a noção de cidadania – não caia por terra de vez como já acontece na vida offline. Ninguém disse que iria ser fácil…
ALEXANDRE MATIAS
Blogueiro do Estadão
domingo, 12 de agosto de 2012
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