A vida não pode ser só trabalho, stress, rancor, angústia e insegurança. Nós somos os únicos responsáveis pela qualidade das nossas vidas. Cabe a cada um de nós planejar seu próprio futuro e melhorar seu presente, a cada dia que passa. A vida passa rápida demais, para não ser bem vivida, com paz, amor, tranquilidade, relax, lazer, prazer e relacionamentos positivos. Por isso mesmo é que A vida não é só isso. JJ
quarta-feira, 20 de março de 2013
terça-feira, 19 de março de 2013
segunda-feira, 18 de março de 2013
domingo, 17 de março de 2013
Viver é assim.

"A vida deve ser vivida em toda sua intensidade.
Não vale ser só platéia. Tem que subir no palco."
sábado, 16 de março de 2013
30 minutos de recordações
http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=mzXkmFyLqQQ#t=248s
Vale muito a pena ajudar

O Centro Educacional João Paulo II atende a
mais de 200 crianças carentes, de Pinhais, na
Grande Curitiba, com educação de qualidade,
esportes, alimentação e lazer.
Você pode ajudar esta obra exemplar.
Com doações ou voluntariado.
Saiba como no (41) 3079-7810
JJ
sexta-feira, 15 de março de 2013
A arte de não adoecer.

"A arte de não adoecer"
Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos"
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.
Se não quiser adoecer - "Tome decisão"
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.
Se não quiser adoecer - "Busque soluções"
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.
Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.
Se não quiser adoecer - "Aceite-se"
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.
Se não quiser adoecer - "Confie"
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.
Se não quiser adoecer - "Não viva sempre triste"
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. "O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.
Dr. Dráuzio Varella
quinta-feira, 14 de março de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
Sono e Sexo.
Além de todas as consequências negativas que a alteração na quantidade e na qualidade de sono pode causa, o desempenho sexual também pode ser afetado. A pesquisadora Monica Andersen, do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), tem um estudo muito interessante que relaciona esses dois aspectos – sono e sexo. Um projeto realizado com animais apontou que ratos privados de sono, da fase REM (período dos sonhos) pontualmente, apresentaram uma excitação sexual maior. Porém, apesar do desejo aumentado, foram incapazes de realizar o ato sexual com as fêmeas, não conseguindo ter a função erétil adequada.
Em 2007 foi realizado um importante levantamento epidemiológico, denominado de Episono, com 1.042 voluntários, da cidade de São Paulo. Nesse estudo, 17% dos homens se queixaram de disfunção erétil. Nos jovens entre 20 e 29 anos, apenas 7% citaram essa alteração. Na faixa etária acima dos 60 anos, quando os homens também costumam apresentar distúrbios do sono, esse número aumentou para 63%. Quem passa menos tempo na fase REM do sono apresenta chance maior de apresentar esse problema. Os homens que despertam muitas vezes ao longo da noite são os que mais se queixam desse problema. Essas duas alterações ocorrem frequentemente em pessoas que sofrem de apnéia obstrutiva do sono. No caso do Episono, 32,9 dos voluntários apresentaram diagnóstico positivo para esse distúrbio do sono.
Em resumo, os homens que têm uma boa noite de sono, sem queixas, têm pequenas chances de desenvolver problemas relacionados ao desempenho sexual, porém aqueles que não possuem um bom padrão de sono, têm o risco triplicado. Mas calma que para aqueles que não dormem bem, ainda tem uma boa notícia: atividade física tem se mostrado um importante aliado contra a disfunção erétil. Resumindo, para se garantir um bom desempenho sexual é imprescindível dormir bem e praticar atividade física regularmente.
Fonte: Andersen ML, Santos-Silva R, Bittencourt LR, Tufik S. Prevalence of erectile dysfunction complaints associated with sleep disturbances in Sao Paulo, Brazil: a population-based survey. Sleep Med. 2010 Dec;11(10):1019-24., publicado em Veja
Liberdade com elegância

A liberdade de escolha é um direito de todos,
mas só alguns a exercem com elegância.
Honoré de Balzac
terça-feira, 12 de março de 2013
O Cristo de minha infância.
PADRES ESPANÕLES : O COLÉGIO. ( trecho do meu livro Moedor, hoje que estamos falando tanto do papa e do catolicismo)
Mas voltando ao assunto Colégio. Alem da Caixa para alunos pobres, tínhamos igualmente que contribuir para salvar os pagãos do inferno. Era a campanha de óbolos destinado às Missões. Cada aluno ganhava umas fichinhas amarelas de papelão com números impressos em quadradinhos. A idéia era sair andando pelas ruas, casas, que nem mendigo, pedindo às pessoas “...dá um óbolo para as Missões?” Cada furinho que se fazia num quadradinho correspondia a uma determinada quantia fixa. Os meninos ricos orgulhosamente entregavam aos padres suas cartelas novinhas, pois seus pais furavam todos os números de uma vez, entregando ao Colégio o total devido. Eu não, eu tinha que batalhar. Certo dia, conseguira finalmente completar minhas cartelas, que estavam mulambentas e desbeiçadas de tanto freqüentarem meus bolsos. Devidamente completas, felizmente, com todos os furinhos, bom mendigo que fui. E com o total das moedas correspondentes, contadinhas. Tocou a campainha do recreio. Fomos lá fora para o pátio e vi o padre encarregado das Missões. É preciso explicar que se você entregasse tudo direito, ganhava um santinho em cores mostrando a figura de um padre dando hóstia a um índio pelado e ajoelhado na frente dele. Meio escandaloso. Bom, eu ia ganhar um índio. Fui até o padre. E comecei tirar as moedas dos bolsos, que estavam cheios delas. Um bolso, dois bolsos, desculpe padre, também tem no bolso da camisa... E ele, enfurecido, impaciente, deu uma bofetada em minha mão, ainda cheia de moedinhas. “Leva essa porcaria embora e me traz o dinheiro em notas, moleque”. Virou as costas e saiu andando, passos duros, a batina negra se movendo, ondulada. As moedas se esparramaram. O chão não era de cimento, mas de areia do campinho de futebol. E as moedas, muitas delas, se enterraram por ali. Esbaforido, me abaixei humilhado pegando cada moeda espalhada e botando de volta no bolso. Todo mundo olhando. Comecei a chorar e isso só me prejudicou. Porque as lágrimas atrapalhavam ver onde as moedinhas tinham caído. Outro padre, esse encarregado da Disciplina, ficou ali do lado, tudo olhando, sério, a boca selada em lábios finos. Esse da Disciplina era também um padre severo que, por vício profissional, nunca sorria. Ele tinha um chicote em seu olhar. Chegava-se perto de você e olhava. Olhos brilhantes, escuros, de oficial nazista de gibi. Aproximava-se até dois centímetros do seu rosto e falava dentro do teu ouvido, aquela pronúncia carregada de espanhol. Voz baixa, monocórdica, desinteressante, supinamente ameaçadora. Dava então para sentir na alma o chicote estalando. Doía sempre. Éramos trânsfugas, todos nós naquele colégio. Fugíamos dos padres, fugíamos das aulas, fugíamos das missas. Um trailer de nossas futuras vidas, das quais também fugiríamos, escondendo nossa crueldade com os disfarces da urbanidade, da negação, da covardia. Como bons católicos. Penso agora que esses padres me trouxeram uma benção. Porque me ajudaram a melhor compreender, mais tarde, a história da inquisição, as cruzadas, o papado de mumificências, o cinismo das indulgências, a luxúria e depravação dos prelados na relação promíscua com os meninos do catecismo. Pedófilos calculados, sem remorsos, a piedade cristã não lhe dizia respeito. A Igreja usando a Cruz para o poder transitório, na busca de recompensas e prazeres terrenos, do poder e da sexualidade disfarçada. Agradeço. Os padres tinham feito um bom trabalho comigo, eu agora me transformara num herege, num ateu – porém com Cristo no coração. Que Cristo? Era o Cristo pintado num quadro de moldura dourada, que ficava o ano todo guardado numa espécie de vitrine, num altar lateral da igreja de meu bairro, só saindo em procissão nos Dias Santos. A pintura mostrava-O sendo descido da Cruz e abraçado ternamente por Maria Madalena, rodeado de mulheres implorantes, o corpo Dele marcado por feridas e ainda com a coroa de espinhos. O Filho de Deus tinha o olhar esvaziado, tão grande a traição dos homens por quem se havia sacrificado. Nuvens inscritas no céu de nanquim podiam ser vistas correndo os céus, pretejadas pelo tamanho do pecado cometido contra o Salvador. O padre da procissão, nos Dias Santos, levava o quadro nos braços, empunhando-o na direção dos fieis nas calçadas, que então se persignavam em respeito, baixando suas cabeças submissas aos Mistérios de Deus. As carolas de véus de filó carregavam velas envolvidas em papel de seda vermelho e violeta-paixão, cantando: “Quere-mos Deus que é no-osso Reeeei, quere-mos De-us que é nosso Paaaai...”. Cheiro forte de incenso, o turíbulo sacudido com brasa e esfumaçando, perdoai, ó Virgem. O coroinha adornado com batina branca e bordados dourados, ia na frente da procissão com uma bandeira, cara falsamente sizuda de futuro padre, abrindo caminho enquanto outro batia uma castanhola de ferro na madeira, avisos do santo caminho do Senhor. É o Cristo da minha infância. E eu ainda sou uma criança católica.

ENIO MAINARDI
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Mas voltando ao assunto Colégio. Alem da Caixa para alunos pobres, tínhamos igualmente que contribuir para salvar os pagãos do inferno. Era a campanha de óbolos destinado às Missões. Cada aluno ganhava umas fichinhas amarelas de papelão com números impressos em quadradinhos. A idéia era sair andando pelas ruas, casas, que nem mendigo, pedindo às pessoas “...dá um óbolo para as Missões?” Cada furinho que se fazia num quadradinho correspondia a uma determinada quantia fixa. Os meninos ricos orgulhosamente entregavam aos padres suas cartelas novinhas, pois seus pais furavam todos os números de uma vez, entregando ao Colégio o total devido. Eu não, eu tinha que batalhar. Certo dia, conseguira finalmente completar minhas cartelas, que estavam mulambentas e desbeiçadas de tanto freqüentarem meus bolsos. Devidamente completas, felizmente, com todos os furinhos, bom mendigo que fui. E com o total das moedas correspondentes, contadinhas. Tocou a campainha do recreio. Fomos lá fora para o pátio e vi o padre encarregado das Missões. É preciso explicar que se você entregasse tudo direito, ganhava um santinho em cores mostrando a figura de um padre dando hóstia a um índio pelado e ajoelhado na frente dele. Meio escandaloso. Bom, eu ia ganhar um índio. Fui até o padre. E comecei tirar as moedas dos bolsos, que estavam cheios delas. Um bolso, dois bolsos, desculpe padre, também tem no bolso da camisa... E ele, enfurecido, impaciente, deu uma bofetada em minha mão, ainda cheia de moedinhas. “Leva essa porcaria embora e me traz o dinheiro em notas, moleque”. Virou as costas e saiu andando, passos duros, a batina negra se movendo, ondulada. As moedas se esparramaram. O chão não era de cimento, mas de areia do campinho de futebol. E as moedas, muitas delas, se enterraram por ali. Esbaforido, me abaixei humilhado pegando cada moeda espalhada e botando de volta no bolso. Todo mundo olhando. Comecei a chorar e isso só me prejudicou. Porque as lágrimas atrapalhavam ver onde as moedinhas tinham caído. Outro padre, esse encarregado da Disciplina, ficou ali do lado, tudo olhando, sério, a boca selada em lábios finos. Esse da Disciplina era também um padre severo que, por vício profissional, nunca sorria. Ele tinha um chicote em seu olhar. Chegava-se perto de você e olhava. Olhos brilhantes, escuros, de oficial nazista de gibi. Aproximava-se até dois centímetros do seu rosto e falava dentro do teu ouvido, aquela pronúncia carregada de espanhol. Voz baixa, monocórdica, desinteressante, supinamente ameaçadora. Dava então para sentir na alma o chicote estalando. Doía sempre. Éramos trânsfugas, todos nós naquele colégio. Fugíamos dos padres, fugíamos das aulas, fugíamos das missas. Um trailer de nossas futuras vidas, das quais também fugiríamos, escondendo nossa crueldade com os disfarces da urbanidade, da negação, da covardia. Como bons católicos. Penso agora que esses padres me trouxeram uma benção. Porque me ajudaram a melhor compreender, mais tarde, a história da inquisição, as cruzadas, o papado de mumificências, o cinismo das indulgências, a luxúria e depravação dos prelados na relação promíscua com os meninos do catecismo. Pedófilos calculados, sem remorsos, a piedade cristã não lhe dizia respeito. A Igreja usando a Cruz para o poder transitório, na busca de recompensas e prazeres terrenos, do poder e da sexualidade disfarçada. Agradeço. Os padres tinham feito um bom trabalho comigo, eu agora me transformara num herege, num ateu – porém com Cristo no coração. Que Cristo? Era o Cristo pintado num quadro de moldura dourada, que ficava o ano todo guardado numa espécie de vitrine, num altar lateral da igreja de meu bairro, só saindo em procissão nos Dias Santos. A pintura mostrava-O sendo descido da Cruz e abraçado ternamente por Maria Madalena, rodeado de mulheres implorantes, o corpo Dele marcado por feridas e ainda com a coroa de espinhos. O Filho de Deus tinha o olhar esvaziado, tão grande a traição dos homens por quem se havia sacrificado. Nuvens inscritas no céu de nanquim podiam ser vistas correndo os céus, pretejadas pelo tamanho do pecado cometido contra o Salvador. O padre da procissão, nos Dias Santos, levava o quadro nos braços, empunhando-o na direção dos fieis nas calçadas, que então se persignavam em respeito, baixando suas cabeças submissas aos Mistérios de Deus. As carolas de véus de filó carregavam velas envolvidas em papel de seda vermelho e violeta-paixão, cantando: “Quere-mos Deus que é no-osso Reeeei, quere-mos De-us que é nosso Paaaai...”. Cheiro forte de incenso, o turíbulo sacudido com brasa e esfumaçando, perdoai, ó Virgem. O coroinha adornado com batina branca e bordados dourados, ia na frente da procissão com uma bandeira, cara falsamente sizuda de futuro padre, abrindo caminho enquanto outro batia uma castanhola de ferro na madeira, avisos do santo caminho do Senhor. É o Cristo da minha infância. E eu ainda sou uma criança católica.

ENIO MAINARDI
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Lá no fim do coração
....quem sabe lá, no fim do coração, você é só pra mim a solidão?
Quando eu te ver
Não sei se vou me conhecer
O que vai ser?
Por quê decerto, nem sei mais
Por onde anda a minha paz.
RICARDO GAMEIRO
Acenos

Tava conversando com o mar agora pouco, caminhada de uma hora. Lá no fim do horizonte, navios indo pro mundo. Tive ímpetos de dar tchau pra quem tava navegando, mas me senti meio ridículo. Eis que na areia, sentido contrário, um senhorzinho que fazia o mesmo que eu, abanou para os navios. Esperei passar por ele e acenei com os dois braços. Daí em diante, fui acenando, até voltar pro meu mundo.
Kiko Gemael
(Meu amigo, ótimo jornalista e companheiro dos bons tempos do Diário do Paraná)
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