terça-feira, 27 de dezembro de 2011

As famílias não educam mais.

Não é só a educação formal das escolas que naufragou, no Brasil e no mundo, leitor. Mas, principalmente, a educação ministrada no lar, pela família. Por isso, o conselho que mais tenho dado a meus amigos é bem simples: deem mais atenção a seus filhos.
Desculpe-me, leitor, se você pertence à minoria que realmente participa da vida de seus filhos, que dá todo apoio que eles precisam na infância e na adolescência. Parabéns, se já faz tudo isso. Mesmo assim, convido-o a juntar-se aos que sonham em mudar o mundo pela educação.
Seu filho talvez passe muitas horas, sozinho no quarto, todos os dias, diante do computador, jogando todos os tipos de videogames, surfando na web e visitando sites cujo conteúdo você simplesmente ignora. É possível até que, em sua ingenuidade, ele tenha feito novas amizades – com outros garotos inteligentes ou com adultos pedófilos.
Um amigo, pai desligado da vida de seu filho, me disse outro dia, com orgulho, que dá ao garoto “plena liberdade para escolher tudo que um dia deverá ser ou fazer na vida”. Será isso liberdade ou abandono?
Sei que esse amigo é um exemplo de trabalho, de honestidade e de dedicação à família. Disse-lhe que tudo isso é importante, mas insuficiente. Ao final, aconselhei-o a dar mais atenção ao filho. Ele reagiu mal.
Geração Digital
A questão básica é esta: a Geração Digital, também chamada Geração Y, é muito diferente da nossa. A vida urbana e o confinamento em apartamentos moldaram nos últimos anos meninos muito diferentes daqueles que fomos, na metade do século passado. A questão, entretanto, não é ter pena deles. Mas ajudá-los a resgatar as coisas belas da vida.
Comparo a vida deles com a minha, nos anos 1940 ou 1950. A maioria dos adolescentes de hoje nunca viu uma vaca de perto nem tomou leite no curral às cinco horas da manhã. Nunca jogou bola na rua. Nunca subiu numa jabuticabeira carregada de frutos maduros. Nunca pescou lambaris. Nunca nadou em rios de águas limpas. Nunca montou em bezerro ou em burro xucro. Talvez ignore até os nomes de pássaros brasileiros, como sabiá, rolinha, fogo-apagou, anu, sanhaço, tiziu, maritacas, inhambu ou codorna.
Os meninos da Geração Y não têm método para nada. Fazem tudo, atabalhoadamente. Usam todos os dispositivos eletrônicos ao mesmo tempo: a TV, o computador, o tablet, o smartphone, o videogame, o celular. Leem uma montanha de fragmentos, sem reflexão. Maltratam e torturam a língua portuguesa. Escrevem de forma estropiada. É claro que, eventualmente, eles são capazes de se concentrar numa tarefa mais apaixonante, de interesse imediato. Mas são, por definição, dispersivos.
Nascidos quando a internet decolava, por volta de 1990, os garotos da Geração Y têm toda a facilidade para lidar com a parafernália digital e com os dispositivos móveis da tecnologia pessoal. Mas precisam de nosso apoio, de nossos cuidados e de nova educação.
Que fazer
Aproveite as férias para aproximar-se mais de seu filho, para construir uma nova relação com ele, meu amgio. Se notar que o garoto está exposto a riscos e perigos, não se escandalize nem reaja de forma autoritária ou radical. Nada de repressão policialesca, de gritos, de sermões infindáveis nem de ameaças. Dialogue com serenidade, ensine-lhe tudo que ele precisa saber sobre tecnologias digitais. Se você não sabe, estude, aprenda, junto com ele. Atualize-se nessa área.
Mostre-lhe o que a internet tem de melhor e como encontrar seus tesouros escondidos. Convença-o de que a web também pode transformar nossa vida em verdadeiro inferno, com seu lixo e suas armadilhas. Ensine seu filho a evitar tudo isso. Dê-lhe senso crítico e não o transforme num incauto deslumbrado pela tecnologia.
Ensine-o a pesquisar, a concentrar-se em uma única tarefa, a refletir, a descobrir a beleza da leitura, da poesia, da música, das artes em geral, do esporte, do contato com a natureza. Se não cuidar dele, há muitos delinquentes à espreita, que cuidarão. E aí nada adiantará exclamar, cheio de mágoa: “Onde foi que eu errei?”
Os analógicos
Se você nasceu há mais 50 anos, lembre-se que seu mundo era totalmente analógico, povoado de telefones fixos, pretos e eletromecânicos. De rádios e TVs a válvulas. De filmes fotográficos de rolo, de discos de vinil e de vitrolões.
Se você tem entre 30 e 50 anos, talvez tenha vivido com grande interesse a transição entre o mundo analógico e o digital, quando surgiam os primeiros PCs, CDs e videocassetes, no começo dos anos 1980 até a metade dos 1990. Conheço bem meus contemporâneos e percebo a dificuldade que a maioria deles tem em lidar com desktops, smartphones, iPods e tablets. Outros, já avós, tentam com humildade aprender com os filhos ou netos.
Felizmente, sou uma exceção. Se não tivesse acompanhado de perto as transformações da tecnologia, eu também tremeria diante de um teclado. Para mim, o mais importante foi adquirir experiência e acompanhar tantas mudanças tecnológicas ao longo da vida.
Cabe-me, agora, estimular pais e educadores a desarmar a bomba-relógio que poderá, sim, explodir em sua casa, mais adiante, se não ensinarmos todos os dias os garotos e adolescentes a administrar os desafios crescentes do mundo em que vivemos.
Comente!
Ethevaldo Siqueira
No Estadão.

Da amiga Maria Olímpia...

sábado, 24 de dezembro de 2011

E se?

                                                           ...

E se Papai Noel trouxesse para cada um de nós 

os bons pedidos que apenas ajudassem os outros, 

será que nossa felicidade seria alcançada?




Do amigo Guy, no Face.


......

A Fábula dos Porcos-Espinhos...

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. 
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor. 
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados.
Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram.

Moral da História
O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades.

FILHO

"Filho é um ser que nos foi emprestado para um curso intensivo de como amar alguém 


além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores 


exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo ! Ser pai ou mãe é o maior ato 


de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente 


da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. 


Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo".




José Saramago, definindo "FILHO".

domingo, 18 de dezembro de 2011

Fratura peniana, atenção!






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AVISO AOS CONTUMAZES PULADORES DE CERCAS 

Segundo estudo recém publicado, sexo fora do casamento ou em 

circunstâncias que fujam da rotina podem aumentar o risco de fraturas penianas. 

A advertência é do urologista Dr. Andrew Kramer, da Universidade de Maryland. 

Segundo ele, na ânsia do perigo, o sexo é mais apressado, por envolver posições 

estranhas, e aumenta o risco das fraturas. 

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(Vai ser o diabo chegar em casa com o bilau engessado!)
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Do amigo Sérgio, no Facebook
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Paz mundial

Certa vez, Madre Teresa foi indagada:


"Como devemos promover a paz mundial?".


Sua resposta foi:

"Vá para casa e Ame a sua família!..." 


Madre Teresa

Ser o que não sou.

Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas

mãos. Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem. Já amei pessoas que


 me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram. Já menti e me arrependi depois, 


já falei a verdade e também me arrependi. Já fingi não dar importância às pessoas que amava,


para mais tarde chorar quieta em meu canto. Já sorri chorando lágrimas de tristeza, 


já chorei de tanto rir. Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar 


nas que realmente valiam. Já tive crises de riso quando não podia. Já gritei quando deveria 


calar, já calei quando deveria gritar. Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar 


uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros. Já inventei histórias 


com final feliz para dar esperança a quem precisava. Já sonhei demais, ao ponto de 


confundir com a realidade. Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, 


já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais. Não me dêem fórmulas 


certas, porque eu não espero acertar sempre. Não me mostre o que esperam de mim, 


Não me façam ser o que não sou. Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras.'


Clarice Lispector

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ignore

Se você quer ser feliz, 


tem que aprender a


ignorar o que te faz mal.

Ser você mesmo.








Ser você mesmo, em um mundo que está 


constantemente tentando fazer de você


outra coisa, é a maior realização...






Do Marlus, no face.


...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Como se não houvesse...

Você prefere não ser você mesmo?

Você prefere não ser você mesmo?

Muita gente merece este questionamento.

Prefere ser o que os outros desejam ou querem que ele ou ela seja.

Eu não.

Eu sou eu, com meus defeitos e minhas qualidades.

Gostem ou não.

E você?


JJ

domingo, 11 de dezembro de 2011

O que mais gosto numa mulher.

Texto do Arnaldo Jabor elenca "as 25 coisas que eu mais gosto numa mulher" transformado em filme, com trilha. Vale assistir.

http://www.youtube.com/watch?v=pCP3QQE-gag&feature=player_embedded#!

Não dá para discordar.

JJ

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O crime e a justiça

O problema é que o crime é aqui na esquina e a justiça mora longe.
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Millôr Fernandes

Krokodil. Assassinato em massa

Chama-se Krododil e é a nova droga mortal que os traficantes criaram, na Rússia, para vender barato e matar rápido os dependentes que não tem mais dinheiro.

É terrível: uma mistura de heroína com codeína (disponível ao balcão na Rússia), iodo, fluido de isqueiro, gasolina e óleo de limpeza industrial, que faz decompor as carnes do corpo, gerando gangrena e uma morte horrível, em semanas.


Estima-se que mais de 100 mil russos estejam consumindo a Korokodil, por isso já são chamados de mortos-vivos.



Se você pensa que ama a duas...

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Cada vez menos católicos, no Brasil.

O mapa das religiões no Brasil mostra uma queda de 7,26% no número de pessoas que se declararam católicas em 6 anos (passando de 73,79%, em 2003, para 68,43%, em 2009). A pesquisa também apresenta um significativo aumento no número de brasileiros que se declararam “sem religião”: 1,59 ponto percentual, chegando a 6,72% em 2009.
Queda também é expressiva entre jovens de 15 a 19 anos, público alvo do evento que será realizado no ano que vem. Católicos nessa faixa etária passaram de 75,22% em 2003 para 67,49% em 2009.
O levantamento também aponta a evolução recente de outras crenças para os grupos sócio-demográficos e geográficos brasileiros. A pesquisa realizou 200 mil entrevistas sobre composição religiosa no final da década passada.
Será que é um sinal claro de que a Propaganda dos Evangélicos e dos Ateus é mais eficiente do que a Propaganda Católica?
Vale registrar que a Igreja Católica inventou a Propaganda, que deriva de “propagação da fé”…
Será problema de produto?
Ou de doutrina?
Ou de pregação inadequada?
Corrigindo: de mensagem inadequada às aspirações, expectativas, interesses e necessidades do público-alvo?
Penso que é isso.
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JJ

domingo, 27 de novembro de 2011

Quer eliminar cicatrizes do seu corpo?


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Quer perder a marca de uma cicatriz – ou ao menos melhorar a aparência feia que ficou? Um novo produto promete resolver esse problema para você. O Kit ReCell foi desenvolvido para tratar queimaduras, feridas, hiper ou hipo-pigmentação (o popular albinismo). Segundo a empresa responsável, a estrangeira Avita Medical, a pele fica como se nunca tivesse sido danificada, especialmente em pessoas mais jovens.
Funciona assim: o produto colhe os queratinócitos e os melanócitos do paciente – que são os blocos de construção das células da pele – e os coloca em uma solução que permite a multiplicação. Uma área de cerca de 80 vezes maior que a amostra original pode ser produzida em menos de meia hora. Depois disso, as novas células são pulverizadas pelo spray sobre a queimadura, onde irão se multiplicar ainda mais. Diferente de outros tratamentos, não há qualquer risco de rejeição ou doença, já que as células são do próprio paciente.
O kit já foi aprovado para comercialização na Europa, Austrália e Canadá, mas está ainda em fase de experimentos clínicos nos Estados Unidos.



Fonte: Estadão

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A maior solidão

A maior solidão é a do ser que não ama.


A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.


A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,
o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.


O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,
o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. 



Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. 


Ele é a angústia do mundo que o reflete.


 Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.



"Vinícius de Moraes"

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O Frango Assado chamado Brasil.

O Brasil, para os políticos, é um imenso frango assado – a ser devorado.
São eles que colocam em risco a nossa democracia.
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Arnaldo Jabor, na CBN, agorinha.

A vida e o teatro









A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.


Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente,


 antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.




 Charles Chaplin

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Nossos defeitos

Descobriremos a força dos nossos defeitos pela reação que tivermos a eles quando alguma pessoa nos aponta algo. Sempre que alguém fala de um defeito nosso e, essa interpretação atinge o alvo, irá provocar mal-estar e ansiedade e, portanto resistência. Nessas horas é bom ter um amigo honesto ao qual possamos recorrer. Ele terá que ter a coragem de descrever francamente as fraquezas que percebe em nossa personalidade. Deveremos deixá-lo falar à vontade, sem contra argumentar ou levar como ofensa pessoal.

Mais seguro seria ouvir a opinião dos nossos inimigos ou das pessoas que não gostam da gente - nesse caso, elas, quase sempre, estarão cobertas de razão. A regra é “Se a carapuça nos serviu, vamos usá-las.”



Eloi Zanetti

Verbo Facebook.