terça-feira, 29 de março de 2011

Competência Moral. Quando a teremos no Brasil?


Durante um almoço antes de uma de minhas palestras, meu amigo Nelson Bastos conta que foi aos Estados Unidos nas férias. No programa, “assistir com meu filho a um jogo de basquete da NBA em Orlando, no Amway Arena, um espetacular ginásio de esportes”. Ainda no Brasil, Nelson comprou os ingressos pela internet e embarcou para Nova Iorque. No dia de ir para Orlando, uma nevasca impediu o vôo e eles perderam o jogo. Diante do inevitável, Nelson fez o que todos nós brasileiros fazemos: conformou-se.

Alguns dias depois, já de volta ao Brasil, ele recebe um email da Amway Arena dizendo que perceberam que ele não foi assistir ao jogo. E gostariam de saber a razão. Surpreso, Nelson relatou o acontecido. Mais surpreso ainda, recebeu uma resposta dizendo que o ingresso que ele havia comprado incluía um seguro para casos assim. E perguntando:

- O senhor gostaria de utilizar o seguro?

Nelson concordou e recebeu pelo correio um cheque de cerca de 120 dólares, cobrindo o prejuízo com o qual ele estava conformado.

Putz! Para nós que temos que sair no tapa para tirar o bicão da cadeira numerada que adquirimos nos principais estádios do Brasil pagando uma pequena fortuna; que temos que usar um banheiro imundo; que pagamos uma nota para um guardador de carros não riscar nosso automóvel; que corremos risco de vida a cada vez que vamos a um estádio, o relato do Nelson é peça de ficção. Científica.

Essa história tem muito a dizer com relação à competência técnica e profissional dos norte americanos. Alguém lá criou um programa capaz de perceber que o Nelson não apareceu para ver o jogo. Provavelmente o mesmo programa encontrou os dados dele no registro feito para a compra dos ingressos e disparou um email para averiguar a razão. E diante da explicação (que deve ter sido lida por uma pessoa de carne e osso), alguém não hesitou em oferecer o ressarcimento, mesmo sem o Nelson pedir. Aliás, ele desconhecia o lance do seguro... Não é fantástico?

Pois é. Mas sabe o que realmente me chamou a atenção? Não foi a competência técnica ou profissional. Foi o que eu chamo de “competência moral.”

Alguém tomou a decisão moral de ressarcir quem foi prejudicado, o que de certa forma é de se esperar. Mas a verdadeira profundidade da decisão moral foi: não vamos esperar que a pessoa reclame, vamos nos antecipar e avisar que ela tem direitos e perguntar se quer valer-se deles.

Você consegue imaginar uma situação assim aqui no Brasil?  Deixe de lado a questão estrutural, se temos ou não computadores e gente capaz para implementar um processo idêntico. Concentre-se na pergunta que realmente interessa: temos a competência moral para respeitosamente avisar a pessoa que ela tem um direito? Ou vamos optar pelo velho: “Deixa quieto. Ele nem vai perceber...”?

Pois é. Competência técnica e profissional tem jeito, o dinheiro pode comprar. Mas competência moral, ah, isso vem lá de um lugar que o dinheiro não alcança.
Por isso vai demorar um pouco pra gente chegar lá.

Luciano Pires

No Portal Café Brasil.


Quando teremos esta competência moral e ética no nosso Brasil?
É algo, infelizmente, cada vez mais raro, nesta terra onde levar vantagem é a lei.
JJ

Para a minha amada

Para a minha amada, de sempre.

De todas as minhas vidas.

Ela que é minha vida.

Minha razão de viver.








Love you!



JJ

segunda-feira, 28 de março de 2011

Ninguém pode fazer isso por você.




¨Ninguém pode construir em teu lugar
as pontes que precisarás passar,
para atravessar o rio da vida
- ninguém, exceto tu, só tu.
Existem, por certo, atalhos sem números,
e pontes, e semi-deuses que se oferecerão
para levar-te além do rio;
mas isso te custaria a tua própria pessoa;
tu te hipotecarias e te perderias.
Existe no mundo um único caminho
por onde só tu podes passar.
Onde leva? Não perguntes, segue-o¨.



Nietzsche



De onde chegam as ideias?

Acredito que valha muito a pena ver, rever e rever de novo esta animação a respeito da criatividade humana, do tempos das cavernas ao das redes sociais, com as nossas dificuldades em fazer conexões e desenvolver ideias diferenciadas e originais, que se destaquem, num mundo de tanta informação.

James Webb Young bem definiu uma nova ideia como uma combinação nova de velhos elementos. Steven Johnson, com grande talento e criatividade, mostra em minutos de onde vem as novas ideias.

Aproveitem, arquivem, repassem.

JJ


Amor platônico.

Amor platônico é
o amor do pescoço
para cima...


T. Winslow
.  .  .  .

Amazing Grace, em Cherokee

IndianReservation.gif NATIVE AMERICAN image by lovinlife363

IndianEagleHorsebuffalomanysprits.jpg NATIVE AMERICAN image by dwyrens

Às vezes penso que, numa vida anterior, fui um índio norte-americano.
Sou fascinado pela cultura, filosofia, ritos, tradições e religiosidade 
destes índios, que tem em Manitou seu deus, na natureza, no sol,
na lua, nos animais, na vida. Tatanka.

Como eles, adoro os lobos e as águias, as águas e o azul do céu,
as estrelas, as alvoradas e o pôr-de-sol, a vida encantada que vivemos.

Hoje, encontrei sem querer, na web, esta versão de "Amazing Grace",
cantada, vejam só,  em Cherokee - e me emocionei com ela. 

Tanto que resolvi repartir com os amigos que me lêem 
e que poderão ouvir esta canção incrível.





Thanks for another day. Obrigado por mais um dia.



JJ

domingo, 27 de março de 2011

Difícl responder...

Difícil responder em palavras quando 


a pergunta é dita em lágrimas.






Ricardo Mercer




Publicitário, dos bons.

Amigos.

A prosperidade faz amigos.

A adversidade testa-os.


Publilius Syrus

Hino ao amor.

Hino ao amor,
na voz sem igual
da eterna Maysa.

Eterna

Classic Rock



Para ouvir Rock Clássico, do bom...



Via satélite, na web.



JJ

Os olhos de Elizabeth.


      Os olhos de Liz tinham a cor de uma violeta

Cleópatra gostaria muito de ser parecida com Elizabeth Taylor. A rainha egípcia ficou extraordinariamente mais bela quando apareceu no cinema em forma de Liz. Ela daria metade do reino por aqueles olhos que tinham a  cor de uma violeta.

Augusto Nunes, em Veja.

Destino da vida.

O melhor destino
que se pode dar
a uma vida é
dedicá-la a algo
que dure mais do
que a própria vida.


Goethe
 . . . .

sábado, 26 de março de 2011